Ficar engarrafado na Avenida Brasil é bom - Reynaldo Lopes
Hoje começou as aulas no Centro Universitário
Moacyr Sreder Bastos, em
campo Grande, zona oeste aqui do Rio de Janeiro. A rotina de ir
para lá não se altera muito, pois sempre fico preso em um enorme engarrafamento
na Avenida Brasil que não tem sentido e nem começo e fim.
Para passar o tempo escuto a rádio MPB FM,
90.3 http://www.mpbfm.com.br
que adoro e na hora em que estou nesse engarrafamento há um programa bem legal
que se chama chat das cinco (detalhe, minha aula começa às 7 da noite e as cinco
já estou engarrafado. Isso é que é engarrafamento). Nesse programa sempre há um
convidado que é cantor, ator, ambos, escritor...
Hoje a convidada foi cantora, poetisa e atriz
Elisa Lucinda http://www.escolalucinda.com.brA
entrevista foi show de bola e recebi um presente maravilhoso em pleno
engarrafamento carioca: um poema recitado pela entrevistada. Não sei o nome do
poema, mas é de um livro dela. Vou tentar escrever aqui o que escutei, mas ele
foi mais ou menos assim:
Que custo tem um
sonho?
Um sonho pode custar várias
coisas.
Um sonho pode custar vários
outros sonhos
Mas quando realizamos um sonho
percebemos
Que um sonho sempre tem um
preço justo.
Ao chegar em casa fui visitar o site dela que está
ai em cima.
Aliás, recomendo ambos os sites aqui “linkados”. Poesia é um
máximo e com a Elisa recitando, soa tão mais bonito.
Uau, que bom que tem uma rádio aqui no Rio que
além de tocar só música brasileira, mostra gente brasileira que faz palavras
lindas e simples.
Enfim, vale a pena engarrafar na Avenida Brasil
todas as segundas para ser presenteado com música e poesia....
Minha relação com a morte é simples e sem mistérios. Trata-se de um fato inevitável e mais cedo ou mais tarde ele chega.Se tivermos a sorte de obtermos últimos olhares ternos, somos ganhadores. Às vezes quando se ganha, se perde... Faz parte da vida e da morte. E na boa, vida e morte é tudo farinha do mesmo saco e faz um bolo e tanto.
Fez treze anos no dia vinte e dois de julho passado que ela se foi sem pedir licença. Sua maneira livre de ser e sua forma de ensinar o que é viver ficaram comigo.Sou muito que ela foi. Sou a construção da sua simplicidade de ser o que se é. Sou um pouco de tudo do muito que ela se construiu entre nós.
Há treze anos ela me olhou, seis dias antes de partir de vez, pela fresta da porta do meu quarto. Isso normalmente me aborrecia muito, mas naquela vez foi diferente e parecia mais do que especial aquela olhada pela fresta. Não sabia que se tratava de uma despedida dessa realidade. Na verdade nunca sabemos quando vamos olhar pela última vez seres que amamos. Nunca sabemos. Talvez seja para que sintamos o que esta por vir sem a dor que isso pode causar. Naquele dia não me aborreci e a olhei de volta e deixei que me olhasse com ternura e amor. Deixe-me ser amado livremente naquele instante por ela que me amava sem condições.
As escolhas que fazemos aqui, ou sei lá em que plano de existência, é um mistério. Ainda bem, pois não dá para interferir no processo todo. O tal do livre arbítrio é um presente que nos damos quando decidimos voltar para a terra afim de aprender mais.
Os infernos que escolhemos e os que pessoas amadas escolhem co-habitar conosco são escolhas amorosas e por inúmeras vezes inexplicáveis para a maioria das pessoas terrenas, sem grandes lances espirituais. O que é complicado entender é que essas escolhas são racionais. Quem pensa que o amor genuíno é emoção pura, se engana, pois emoção pura é a paixão. O amor é baseado em escolhas racionais, escolhas por estar perto e junto em qualquer lugar físico e espiritual que nos encontremos.É aprender e ensinar mutuamente, sem medos e dramas. É aceitar o outro como ele é e se aceitar como se apresenta para si e para o mundo.
Há treze anos ela se foi, assim, de repente, nos deixando com as lembranças, os carinhos aprendidos, a razão e emoção. Eu a sinto aqui bem perto, me intuindo, me ensinando a ser o mais verdadeiro com quem co-habita em meus infernos e céus.
Há treze anos estamos mais do que juntos. Estamos presentes no presente que foi e é o nosso convívio eterno.
Palavras sobre maternidade pela Deidi, Amiga amada. - Reynaldo Lopes
A Deidi é uma amiga que tenho há exatos vinte anos. Nos conhecemos no dia 20
de julho de 1988, época muito doida da minha vida. Conhecer a Deidi e a Vera,
outra pessoa muito linda e Amiga de fato e de direito foi um dos maiores
presentes que recebi na vida e os preservo com toda a força do amor que sinto
por elas.
Há quinze anos a Deidi deu a luz a Thaís, uma menina linda, saudável,
inteligente. Depois juntou sua luz a do Vitor, filho de fato e
direito também, mas pelo coração.
O vídeo abaixo reflete a pessoa que a Deidi é, um ser iluminado e lindo
que eu tenho o privilégio de ter em minha vida sempre.
Ela aproveita a festa da Thaís para nos tocar com palavras sobre ser mãe e
nos convence que em nós há o sentido amplo do que vem a ser maternidade ampla e
irrestrita.
Vida de tartaruga no projeto Tamar, na Bahia, é assim... - Reynaldo Lopes
Em janiero desse ano foi a Salvador, Bahia e lá vi coisas muito legais. A população da Bahia é muito educada e solícita. É uma cidade maravilhosa, depois do meu Rio de Janeiro, é claro.
Salvador é uma cidade impregnada de histórias reais, lendas, magias e beleza. Para vocês terem uma idéia rasa do que é estar na Bahia, a estação era verão e não era um calor insuportável. Com certeza estava mais quente no Rio de Janeiro, onde moro , do que na Bahia de todos os santos.
Entre várias coisas e pessoas que vi e conheci, uma se destacou. Na verdade foi um local mágico. Ele fica na praia do forte, um pouco distante de Salvador e lá encontramos o projeto Tamar. Ali as tartarugas têm um refúgio seguro, um porto mais do que seguro para se reproduzir e viver os muitos anos que existem aqui na terra.
Gravei um pouco disso para dividir com quem queira. Espero que gsotem.
Já dizia o poeta: cartas de amor são ridículas, mas não seriam ridículas se não fossem cartas de amor.
Já dizia eu: cartas de rancor são mais ridículas ainda, pois nenhum sentido fazem na vida. A liberdade é um direito que se conquista com muito trabalho e honra e não com palavras vazias.Para resumir quem eu sou, plagio Raul: sou raso, largo, profundo...Honestamente falando, não estou nem aí para sua opinião pequeno burguesa, pois estamos todos no mesmo barco furado com torcidas opostas, graças a um Deus aí qualquer (ou quem sabe, Deus algum). Essa oposição me faz livre e feliz e aqui não sou míope, enxergo bem tudo e todos. Enxergo a mim primeiro e adoro o que vejo no espelho.
GITA – Raul Seixas."Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando,foi justamente num sonho que ele me falou"Às vezes você me pergunta Por que é que eu sou tão calado Não falo de amor quase nada Nem fico sorrindo ao teu lado. Você pensa em mim toda hora Me come, me cospe, me deixa Talvez você não entenda Mas hoje eu vou lhe mostrar Eu sou a luz das estrelas Eu sou a cor do luar Eu sou as coisas da vida Eu sou o medo de amar Eu sou o medo do fraco A força da imaginação O blefe do jogador Eu sou, eu fui, eu vou Gita gita gita gita gita. Eu sou o seu sacrifício A placa de contra-mão O sangue no olhar do vampiro E as juras de maldição Eu sou a vela que acende Eu sou a luz que se apaga Eu sou a beira do abismo Eu sou o tudo e o nada Por que você me pergunta Perguntas não vão lhe mostrar Que eu sou feito da terra Do fogo, da água e do ar Você me tem todo dia Mas não sabe se é bom ou ruim Mas saiba que eu estou em você Mas você não está em mim Das telhas eu sou o telhado A pesca do pescador A letra A tem meu nome Dos sonhos eu sou o amor Eu sou a dona de casa Nos pegue-pagues do mundo Eu sou a mão do carrasco Sou raso, largo, profundo Gita gita gita gita gita. Eu sou a mosca da sopa E o dente do tubarão Eu sou os olhos do cego E a cegueira da visão Mas eu sou o amargo da língua A mãe, o pai e o avô O filho que ainda não veio O início, o fim e o meio Eu sou o início, o fim e o meio
Ouça um bom conselho sobre vampiros urbanos que andam entre nós - Reynaldo Lopes.
Reza a lenda que quando convidamos um vampiro a entrar na nossa casa, corremos o risco de sermos zumbis dele após a mordida...
Vampiros se apresentam de diversas formas na atualidade e têm de todos os gêneros e opções sexuais, das mais diversas. É fácil reconhecê-los, pois basta olhar os dentes que são tortos e maltratados e na maioria das vezes são dentuços. No caso de vampiros não há tratamento ortodôntico e fonoaudiológico que dê jeito naqueles dentões grandes, tortos e manchados de nicotina, cachaça e sangue alheio. Quando vir dentes assim pela frente, em plena rua, corra, pois eles vão tentar te morder.
Nos dias atuais os vampiros andam livremente sob sol a pino, pois eles são uma raça tão ruim que mesmo tendo a pele branca assustam o sol e não sofrem os efeitos de destruição imediata ao contato com raios solares. Sim, meus amigos, os vampiros atuais nos enganam se não ficarmos atentos. Os dentes sujos e tortos é que nos sinalizam de sua proximidade. Ah, como são sangue sugas normalmente estão acima do peso e falam em linguagem infantil com seus pares amorosos, os pobres zumbis que os acompanham fielmente, hipnotizados e que se submetem aos maiores desaforos e maus tratos, humilhações no castelo do vampiro. Pobres zumbis.
Habitantes docastelo barraco do vampiro dos vampiros são de doer também, pois maltratam ainda mais os zumbis dos vampiros dentuços a acima do peso que andam entre nós. Os pobres zumbis que não têm escolha ou acham que não têm, pois são dependentes do castelo do vampiro. A maldição está em seu sangue, não conseguem fugir do destino imposto pela mordida fatal dos dentões tortos do vampiro gordo. Alguns zumbis fêmeos carregam a maldição em outro lugar do corpo além do sangue, mas prefiro não comentar...
Enfim, se um vampiro com dentes tortos, sujos, manchados, acima do peso, entrar na sua casa acompanhado por um zumbi, faça a escolha certa: feche a porta para sempre e não olhe para trás, pois a inveja de vampiros pode transformar as sua vida em um filme de terror de quinta. Fuja de vampiros assim. Aliás, fuja de pessoas que são vampiros de si mesmas e tentam o levar para o mesmo buraco que eles se encontram. Eles têm inveja do que você possui, pois vampiros não têm onde caírem mortos, pois já são mortos vivos sociais e tentam de todas as formas entrarem na sua vida para destruí-la como fazem com as deles. Fuja dos vampiros e seus zumbis antes que seja tarde...
Voz de Jamelão se calou ontem para sempre. Viva, Jamelão! - Reynaldo Lopes
(Foto by Reynaldo Lopes, 2006)
Quem me conhece sabe que não sou nada chegado a carnaval, mas tive a oportunidade de ir a Sapucaí umas quatro vezes em épocas distintas.
Numa dela pude ver bem de perto o Jamelão, intérprete da Estação Primeira da Mangueira, escola amada de tantos cariocas envolvidos com a questão do samba. Confesso que foi legal, mas para mim foi como se fosse uma experiência antropológica, vivenciada e que me deixou com calos nos pés, mas nada que me arrependesse.
(Foto by Reynaldo Lopes, 2006)
Dessa experiência pude ter uma recordação do hoje falecido Jamelão, voz inigualável e insubstituível. Faço dessa foto roubada, sem permissão que tirei sem que ele nem pelo menos soubesse, uma homenagem a voz que se calou ontem para sempre, mas que deixa sua marca nesse povo carnavalesco e feliz. Seu velório e enterro foram cercados de samba, suor e lágrimas, amor e saudade, como não poderia ser diferente.
Jamelão, descanse em paz e interprete sambas lindos junto com Cartola, Dona Zica e assim por diante, amigos que hoje, com certeza, o recebem aí no céu infinito!
O poder das palavras e a Lei do retorno em minha vida - Reynaldo Lopes
(Foto acervo pessoal de Reynaldo Lopes)
Acabei de ler meus semanários preferidos de forma compulsiva. Quando faço isso sempre tenho vontade de vir para cá e digitar como faço nesse instante. Digitar histórias reais, fictícias... Digitar histórias.
Fico imaginado quando não tinha computador em plena década de oitenta do século passado o quanto preguiçoso era. Mesmo tendo passado por um curso de datilografia, exigência do meu pai Amaro, pois tinha que ter uma profissão, lembro como era enfadonho datilografar em máquinas manuais ou elétricas, sem recursos. Como se vivia sem os corretores de texto, sem as facilidades do Word for Windows? Hoje para mim é impossível viver sem essas facilidades tecnológicas maravilhosas.
Sábado atípico foi esse três de maio. Recebi notícia chata de doença na minha família com pessoa que amo muito. Só me resta rezar forte para que tudo saia bem e que o resultado da operação seja benigno. Vai ser! Acredito no poder das palavras e com isso não brinco. Sempre tento pensar positivo, nunca negativo. Sempre tento não esbravejar, mas por vezes é mais forte do que eu. Sempre tento não fazer pré-julgamentos para que a minha língua não seja o chicote do meu cu, como dizia minha sábia e saudosa avó Anália. Vai dar tudo certo na operação do dia oito próximo. Não pode ser diferente! Não mesmo!
Por falar em língua falar e cu pagar, lembro-me de uma experiência pessoal que tive no alto dos meus vinte e um anos. Naquela época e até hoje não sou muito fã de perder um ponto de vista, sou teimoso e às vezes uma fera solta. Isso ainda vai me trazer situações impossíveis de consertar. Haja pensamentos budistas e práticas diárias... Só sei que daquela experiência me vem a imagem de mim mesmo amaldiçoando o resultado de uma ação que me atingia diretamente com um pré-julgamento absurdo e que, na época, achava que nunca me atingiria. Morro de rir hoje disso, pois chorar envelhece, mas aconteceu comigo exatamente o que praguejei. Acho que o poder das palavras é uma coisa séria, mas quando você impõe raiva, tristeza, fúria, esse poder se multiplica no universo e volta para você com tanta precisão que você nem sente o estrago que você faz consigo mesmo. Quando percebe e se tem lembrança de quem você é, de onde veio e do que fez ou deixou de fazer, se depara nitidamente com suas palavras na mesma intensidade que proferiu no momento da praga proferida. Mas como normalmente comigo demora a retornar e nesse ínterim eu faço coisas mais altruístas, a lei do retorno é exata, mas me dá uma chance de ter soluções melhores para a revisitação da praga. Só sei que hoje vivo com o que praguejei para um desafeto, mas com a diferença que na minha praga o objeto dela viveria uma mentira em sua vida pessoal. Hoje vivo uma verdade consentida. Vivo a praga que proferi, mas com afeto, entendimento, amor e compreensão do que somos apenas seres humanos frágeis, efêmeros e que buscam somente ser felizes com nossas verdades das nossas vidas. O resto não importa. A lei do retorno acontece sim! Por isso busco no meu mantra diário desejar boa sorte aos outros, desejar saúde, desejar coisas boas para que tudo possa retornar para mim de forma harmoniosa e não assustadora como normalmente acontece quando praguejamos de forma enfurecida e irracional pessoas ou coisas do nosso cotidiano.
Voltando ao ponto de partida, ao futuro dia oito de maio de 2008, faço meu mantra budista e penso positivamente. Profiro o Nan-Myoho-Rengue Kyo quantas vezes forem necessárias e peço boa sorte para ela. Ela já a tem! Cris, eu te amo e vai dar tudo certo! Acredito no poder das palavras! Acredito nas boas causas.
"As diferenças não podem ser maiores do que os afetos." Reynaldo Lopes.
(fotos de arquivo pessoal de Reynaldo Lopes)
Eu escutei a frase do título deste post na semana passada durante a mini-série “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral, que foi transmitida pela Rede Globo. Essa frase estava num texto entre o protagonista da série com um amigo e ambos falavam de um outro amigo em comum que tinha com comportamento arrogante. No final foi dita essa frase sábia. Ao escutar vários pensamentos me vieram a cabeça. Lembranças de acontecimentos familiares e de amizades que se deixaram no esquecimento do tempo por causas de diferenças e que anularam os afetos voltaram a mente. Quanta coisa passou pela minha cabeça nesse momento. Como eram situações que o tempo deixou distante, as referencias das diferenças não me parecem mais tão claras. O que se evidenciou foi o sentimento dos afetos e que me pareceram mais próximos. Imediatamente os questionamentos dos porquês de não estarmos mais tão juntos e sim, separados, eu e pessoas nessa situação, foi inevitável.
Não sei se sou diferente dos demais, mas o que me impressionou nesse momento reflexivo foi que o sentimento de afeto se sobrepôs a tudo que poderia ser considerado como diferença intransponível para que se permanecesse a distância que as diferenças impuseram no meu caminho dos afetos genuínos. O que seriam esses tais afetos genuínos? Seriam aqueles ofertados aos borbotões pelos nossos pais e parentes mais próximos? Seriam aqueles conquistados através do desenvolvimento das amizades eternas? Seriam aqueles que transformamos quando nos envolvemos efetiva e amorosamente com outra pessoa dita especial para nós? Seriam todos esses? Seriam simples ou complexos? O que seriam esses afetos genuínos?Para mim a resposta está no simples sentir com a pessoa que está a suafrente, seja de longa data de conhecimento, seja de data recente. Se ela lhe passar o sentimento de confiança e de carinho gratuito, aí nasce o tal sentimento de afeto genuíno.. Sabe aquela sensação que vem sabe-se lá de onde, mas que lhe dá a certeza absurda que vocês vãos se dar bem pelo simples motivo de estarem juntos? Isso independe de relação familiar, de raça, cor, gênero, religião, facção política, aptidões... Só depende de se sentir bem com o outro e, para mim, é o que define afeto genuíno.
Então o que seria diferenças intransponíveis quando se tem afetos genuínos? Nem vou precisar discorrer muito sobre o tema, pois a resposta é bem simples aqui: como bem contextualizou a autora da mini-série, as diferenças não podem ser maiores do que os afetos genuínos (palavra e grifo pessoal meus).
Pensar sobre isso e agir ao mesmo tempo baseado nisso me fez entrar em contato com pessoas que tive a ilusão de que as diferenças seriam maiores do que os afetos genuínos e, desde então, estou ainda mais feliz. Comecei a fazer isso aos poucos e coloquei essa atitude como meta a ser alcançada. Então quem está distante por qualquer diferença, seja real ou não, mas que possuam comigo o tal do afeto genuíno, se preparem, pois estou chegando. Neste caso cito aquela música da qual não me lembro o nome, mas que escutava com a Simone cantando no programa do Chacrinha no final da década de setenta do século passado (estou ficando velho mesmo, pois esse negócio de século passado envelhece um budista) que dizia assim: pode armando o coreto e preparando aquele feijão preto que eu to voltando. Põe meia dúzia de “Bohemia Confraria” (no caso da cerveja é liberdade “poética” minha mesmo, pois na música é Brahma- é assim que se escreve o nome dessa cerveja amarga?) pra gelar, muda o roupa de cama que eu to voltando... Enfim, não serão diferenças que superarão os meus afetos genuínos com pessoas amadas por mim. Custe o que custar.
Para quem quiser pensar e agir assim, fica a dica: reveja suas diferenças e as compare com seus afetos genuínos com pessoas que valem a pena estar juntos. A surpresa vai ser boa e isso eu garanto, afetuosamente falando.
Meu perfil BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, CENTRO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Fotografia MSN - reynaldo_g_lopes@msn.com