Ângela Rorô em POA, nov de 2007

 

 

Muito bommmmmmmmmmmmmm



Escrito por Reynaldo às 03h23
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2007, oh aninho conturbado

O ano está acabando e mais uma arrumação de gavetas e armários se inicia. Hábito antigo. A idade nos dá a dimensão de que nossos hábitos estão ficando repetitivos. Mas deste não abro mão. Começo a olhar para este conturbado 2007 com certa admiração, De fato este ano não foi exatamente igual a nenhum ano que já se passou nos meus 40 anos de existência.

Logo no início uma super conquista: meu retorno definitivo ao Rio de Janeiro com a minha contratação pela Universidade Veiga de Almeida, casa que amo trabalhar. Novos desafios. Como fiquei feliz naquele dia 10 de janeiro quando me informaram que havia passado na seleção e que começaria no dia 15 de janeiro as minhas atividades lá. Nossa quanta coisa boa aconteceu naqueles primeiros trinta dias deste ano. Dia 5 de fevereiro fui a Itaperuna oficializar meu desligamento daquela amada instituição e fui festejado por todos os meus amigos de lá. Neste mesmo dia começavam perdas que eu nem tinha idéia que já tinha perdido há meses. No final dessa mesma semana sentimentos de dor, perdas, choros... A princípio pensei que o preço da minha felicidade em retornar ao Rio, cidade amada, tinha sido alto demais pra mim. Não dava pra perceber naquela época a dimensão das coisas que estavam acontecendo na minha vida. Tudo deu um nó louco. Muitos dissabores começaram a aparecer e a única coisa que ficou de pé foi o meu trabalho, graças aos deuses. Mas o mais doloroso estava por vir e veio em meados de abril com partida definitiva da minha segunda mãe, D. Aparecida. Isso foi uma porrada para todos nós. Depois disso, sei lá, as coisas foram se equilibrando, às vezes pra baixo, às vezes pra cima, mas caminhando. Tomei decisões e posições. Corri riscos e não me arrependo com o resultado final. Amigos me aconselharam para arrancar a pele e eu fiz. Depois de tê-la arrancado nem sal grosso me deram para cicatrizar e descobri que sei fazer isso sozinho e faço super bem feito.  Não guardo mágoas disso. Todos somos humanos e pimenta no dos outros é mole. O que está com a pimenta que se vire com a dor ou relaxa e goza, seguindo os conselhos turísticos sexuais da nossa ministra do turismo.

Descobri pessoa linda, redescobri  outra. Hoje tenho certeza que só posso contar de verdade com duas pessoas que amo. Só elas podem tudo comigo. Só elas. As outras são amigos e amigas e o conceito disso mudou  pacas, vocês não têm idéia.

Hoje sei quem sou com propriedade. Dane-se se sou minoria, se sou singular, se sou professor, se sou aluno, se sou o que querem ver que sou mesmo não sendo nem de perto aquilo que imaginam. Não estou mais julgando ninguém e também não estou com paciência para deduções de gente pequena que me julga. Meninas, ás vezes o que vocês vêem é simplesmente o que é visto, nada mais do que isso. Cresçam! E eu não devo satisfação para ninguém. Isso é maturidade e autonomia, o que falta para a maioria das pessoas que me circulam, às vezes..

Espero por 2008 com calma, respirando fundo, afinando o meu mundo com sossego. Mas esse não é a arrumação e o balanço final. Ainda faltam menos de 30 dias para ele acabar e pode acontecer tanta coisa até lá. Afinal, estou falando de 2007 e não de qualquer ano já vivido.



Escrito por Reynaldo às 01h37
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