Ouça um bom conselho sobre vampiros urbanos que andam entre nós - Reynaldo Lopes.

Reza a lenda que quando convidamos um vampiro a entrar na nossa casa, corremos o risco de sermos zumbis dele após a mordida...
Vampiros se apresentam de diversas formas na atualidade e têm de todos os gêneros e opções sexuais, das mais diversas. É fácil reconhecê-los, pois basta olhar os dentes que são tortos e maltratados e na maioria das vezes são dentuços. No caso de vampiros não há tratamento ortodôntico e fonoaudiológico que dê jeito naqueles dentões grandes, tortos e manchados de nicotina, cachaça e sangue alheio. Quando vir dentes assim pela frente, em plena rua, corra, pois eles vão tentar te morder.
Nos dias atuais os vampiros andam livremente sob sol a pino, pois eles são uma raça tão ruim que mesmo tendo a pele branca assustam o sol e não sofrem os efeitos de destruição imediata ao contato com raios solares. Sim, meus amigos, os vampiros atuais nos enganam se não ficarmos atentos. Os dentes sujos e tortos é que nos sinalizam de sua proximidade. Ah, como são sangue sugas normalmente estão acima do peso e falam em linguagem infantil com seus pares amorosos (“né, môzinho”), os pobres zumbis que os acompanham fielmente, hipnotizados e que se submetem aos maiores desaforos e maus tratos, humilhações no castelo do vampiro. Pobres zumbis.
As sogras dos vampiros são de doer também, pois maltratam ainda mais os zumbis dos vampiros dentuços a acima do peso que andam entre nós. Os pobres zumbis que não têm escolha ou acham que não têm, pois são dependentes do castelo do vampiro. A maldição está em seu sangue, não conseguem fugir do destino imposto pela mordida fatal dos dentões tortos do vampiro gordo. Alguns zumbis fêmeos carregam a maldição em outro lugar do corpo além do sangue, mas prefiro não comentar...
Enfim, se um vampiro com dentes tortos, sujos, manchados, acima do peso, entrar na sua casa acompanhado por um zumbi, faça a escolha certa: feche a porta para sempre e não olhe para trás, pois a inveja de vampiros pode transformar as sua vida em um filme de terror de quinta. Fuja de vampiros assim. Aliás, fuja de pessoas que são vampiros de si mesmas e tentam o levar para o mesmo buraco que eles se encontram. Eles têm inveja do que você possui, pois vampiros não têm onde caírem mortos, pois já são mortos vivos sociais e tentam de todas as formas entrarem na sua vida para destruí-la como fazem com as deles. Fuja dos vampiros e seus zumbis antes que seja tarde...
Escrito por Reynaldo às 22h20
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Voz de Jamelão se calou ontem para sempre. Viva, Jamelão! - Reynaldo Lopes
(Foto by Reynaldo Lopes, 2006)
Quem me conhece sabe que não sou nada chegado a carnaval, mas tive a oportunidade de ir a Sapucaí umas quatro vezes em épocas distintas.
Numa dela pude ver bem de perto o Jamelão, intérprete da Estação Primeira da Mangueira, escola amada de tantos cariocas envolvidos com a questão do samba. Confesso que foi legal, mas para mim foi como se fosse uma experiência antropológica, vivenciada e que me deixou com calos nos pés, mas nada que me arrependesse.
(Foto by Reynaldo Lopes, 2006)
Dessa experiência pude ter uma recordação do hoje falecido Jamelão, voz inigualável e insubstituível. Faço dessa foto roubada, sem permissão que tirei sem que ele nem pelo menos soubesse, uma homenagem a voz que se calou ontem para sempre, mas que deixa sua marca nesse povo carnavalesco e feliz. Seu velório e enterro foram cercados de samba, suor e lágrimas, amor e saudade, como não poderia ser diferente.
Jamelão, descanse em paz e interprete sambas lindos junto com Cartola, Dona Zica e assim por diante, amigos que hoje, com certeza, o recebem aí no céu infinito!
Escrito por Reynaldo às 14h47
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O poder das palavras e a Lei do retorno em minha vida - Reynaldo Lopes
(Foto acervo pessoal de Reynaldo Lopes)
Acabei de ler meus semanários preferidos de forma compulsiva. Quando faço isso sempre tenho vontade de vir para cá e digitar como faço nesse instante. Digitar histórias reais, fictícias... Digitar histórias.
Fico imaginado quando não tinha computador em plena década de oitenta do século passado o quanto preguiçoso era. Mesmo tendo passado por um curso de datilografia, exigência do meu pai Amaro, pois tinha que ter uma profissão, lembro como era enfadonho datilografar em máquinas manuais ou elétricas, sem recursos. Como se vivia sem os corretores de texto, sem as facilidades do Word for Windows? Hoje para mim é impossível viver sem essas facilidades tecnológicas maravilhosas.
Sábado atípico foi esse três de maio. Recebi notícia chata de doença na minha família com pessoa que amo muito. Só me resta rezar forte para que tudo saia bem e que o resultado da operação seja benigno. Vai ser! Acredito no poder das palavras e com isso não brinco. Sempre tento pensar positivo, nunca negativo. Sempre tento não esbravejar, mas por vezes é mais forte do que eu. Sempre tento não fazer pré-julgamentos para que a minha língua não seja o chicote do meu cu, como dizia minha sábia e saudosa avó Anália. Vai dar tudo certo na operação do dia oito próximo. Não pode ser diferente! Não mesmo!
Por falar em língua falar e cu pagar, lembro-me de uma experiência pessoal que tive no alto dos meus vinte e um anos. Naquela época e até hoje não sou muito fã de perder um ponto de vista, sou teimoso e às vezes uma fera solta. Isso ainda vai me trazer situações impossíveis de consertar. Haja pensamentos budistas e práticas diárias... Só sei que daquela experiência me vem a imagem de mim mesmo amaldiçoando o resultado de uma ação que me atingia diretamente com um pré-julgamento absurdo e que, na época, achava que nunca me atingiria. Morro de rir hoje disso, pois chorar envelhece, mas aconteceu comigo exatamente o que praguejei. Acho que o poder das palavras é uma coisa séria, mas quando você impõe raiva, tristeza, fúria, esse poder se multiplica no universo e volta para você com tanta precisão que você nem sente o estrago que você faz consigo mesmo. Quando percebe e se tem lembrança de quem você é, de onde veio e do que fez ou deixou de fazer, se depara nitidamente com suas palavras na mesma intensidade que proferiu no momento da praga proferida. Mas como normalmente comigo demora a retornar e nesse ínterim eu faço coisas mais altruístas, a lei do retorno é exata, mas me dá uma chance de ter soluções melhores para a revisitação da praga. Só sei que hoje vivo com o que praguejei para um desafeto, mas com a diferença que na minha praga o objeto dela viveria uma mentira em sua vida pessoal. Hoje vivo uma verdade consentida. Vivo a praga que proferi, mas com afeto, entendimento, amor e compreensão do que somos apenas seres humanos frágeis, efêmeros e que buscam somente ser felizes com nossas verdades das nossas vidas. O resto não importa. A lei do retorno acontece sim! Por isso busco no meu mantra diário desejar boa sorte aos outros, desejar saúde, desejar coisas boas para que tudo possa retornar para mim de forma harmoniosa e não assustadora como normalmente acontece quando praguejamos de forma enfurecida e irracional pessoas ou coisas do nosso cotidiano.
Voltando ao ponto de partida, ao futuro dia oito de maio de 2008, faço meu mantra budista e penso positivamente. Profiro o Nan-Myoho-Rengue Kyo quantas vezes forem necessárias e peço boa sorte para ela. Ela já a tem! Cris, eu te amo e vai dar tudo certo! Acredito no poder das palavras! Acredito nas boas causas.
Escrito por Reynaldo às 01h53
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"As diferenças não podem ser maiores do que os afetos." Reynaldo Lopes.
(fotos de arquivo pessoal de Reynaldo Lopes)
Eu escutei a frase do título deste post na semana passada durante a mini-série “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral, que foi transmitida pela Rede Globo. Essa frase estava num texto entre o protagonista da série com um amigo e ambos falavam de um outro amigo em comum que tinha com comportamento arrogante. No final foi dita essa frase sábia. Ao escutar vários pensamentos me vieram a cabeça. Lembranças de acontecimentos familiares e de amizades que se deixaram no esquecimento do tempo por causas de diferenças e que anularam os afetos voltaram a mente. Quanta coisa passou pela minha cabeça nesse momento. Como eram situações que o tempo deixou distante, as referencias das diferenças não me parecem mais tão claras. O que se evidenciou foi o sentimento dos afetos e que me pareceram mais próximos. Imediatamente os questionamentos dos porquês de não estarmos mais tão juntos e sim, separados, eu e pessoas nessa situação, foi inevitável.
Não sei se sou diferente dos demais, mas o que me impressionou nesse momento reflexivo foi que o sentimento de afeto se sobrepôs a tudo que poderia ser considerado como diferença intransponível para que se permanecesse a distância que as diferenças impuseram no meu caminho dos afetos genuínos. O que seriam esses tais afetos genuínos? Seriam aqueles ofertados aos borbotões pelos nossos pais e parentes mais próximos? Seriam aqueles conquistados através do desenvolvimento das amizades eternas? Seriam aqueles que transformamos quando nos envolvemos efetiva e amorosamente com outra pessoa dita especial para nós? Seriam todos esses? Seriam simples ou complexos? O que seriam esses afetos genuínos? Para mim a resposta está no simples sentir com a pessoa que está a sua frente, seja de longa data de conhecimento, seja de data recente. Se ela lhe passar o sentimento de confiança e de carinho gratuito, aí nasce o tal sentimento de afeto genuíno.. Sabe aquela sensação que vem sabe-se lá de onde, mas que lhe dá a certeza absurda que vocês vãos se dar bem pelo simples motivo de estarem juntos? Isso independe de relação familiar, de raça, cor, gênero, religião, facção política, aptidões... Só depende de se sentir bem com o outro e, para mim, é o que define afeto genuíno.
Então o que seria diferenças intransponíveis quando se tem afetos genuínos? Nem vou precisar discorrer muito sobre o tema, pois a resposta é bem simples aqui: como bem contextualizou a autora da mini-série, as diferenças não podem ser maiores do que os afetos genuínos (palavra e grifo pessoal meus).
Pensar sobre isso e agir ao mesmo tempo baseado nisso me fez entrar em contato com pessoas que tive a ilusão de que as diferenças seriam maiores do que os afetos genuínos e, desde então, estou ainda mais feliz. Comecei a fazer isso aos poucos e coloquei essa atitude como meta a ser alcançada. Então quem está distante por qualquer diferença, seja real ou não, mas que possuam comigo o tal do afeto genuíno, se preparem, pois estou chegando. Neste caso cito aquela música da qual não me lembro o nome, mas que escutava com a Simone cantando no programa do Chacrinha no final da década de setenta do século passado (estou ficando velho mesmo, pois esse negócio de século passado envelhece um budista) que dizia assim: pode armando o coreto e preparando aquele feijão preto que eu to voltando. Põe meia dúzia de “Bohemia Confraria” (no caso da cerveja é liberdade “poética” minha mesmo, pois na música é Brahma- é assim que se escreve o nome dessa cerveja amarga?) pra gelar, muda o roupa de cama que eu to voltando... Enfim, não serão diferenças que superarão os meus afetos genuínos com pessoas amadas por mim. Custe o que custar.
Para quem quiser pensar e agir assim, fica a dica: reveja suas diferenças e as compare com seus afetos genuínos com pessoas que valem a pena estar juntos. A surpresa vai ser boa e isso eu garanto, afetuosamente falando.
Escrito por Reynaldo às 20h46
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Dançar com escorpiões - Reynaldo Lopes

Estar cercado por dois escorpiões em qualquer lugar é para a maioria das pessoas um pesadelo. Ao estar de frente com um já é de arrepiar, o que não seria pensar e estar entre dois por livre e espontânea vontade? Pois é, isso não é um pesadelo e sim um ato de coragem.
Estar no meio da cena com esses dois seres amados é minimamente curioso para a maioria das pessoas, mas para ele é afago, carinho, chamego dos bons. Iria mais longe: é segurança emocional e física. Segurança psíquica! Vai entender!
No meio da cena os escorpiões batem seus ferrões no solo duro, ecoando o seu ruído seco no espaço. Som assustador para a maioria das pessoas, mas para ele som de aprendizado. Talvez não só para ele, mas para os três que formam um triângulo curioso onde não há base certa, ângulo certo. Ou melhor, tudo está certo ali na forma geométrica imprecisa, frágil como pluma que flutua no ar irresponsável e ao mesmo tempo forte como aço. Incoerente? Não, pura consciência, sede de vivência e de ter em mãos e no coração a certeza de não ter respostas certas e clichês. Tudo ali ocorre na pele. Tudo ali naquela forma geométrica é belo e confuso, mas claro e preciso. Côncavo e convexo, direita e esquerda, cheio e vazio, claro e escuro, luz e sombra num equilíbrio nunca visto por qualquer forma geométrica.
Ali não há venenos. Ali não há posses. Ali há algo inominável que urge de sentimentos inalcançáveis. Ninguém entende quem dança entre dois escorpiões. Talvez nem eles mesmo entendam e só sintam, pois sentir é uma forma rara de ser o que se é de verdade.
Dançar com dois escorpiões e não morrer é uma arte e que às vezes arde quando os seus ferrões batem no solo de forma seca e certeira, ecoando no espaço o que de mais belo é a música desses seres amados.
Definitivamente dançar com escorpiões é uma arte e só ele sabe a dor e o prazer da dança diária de estar no centro da cena entre os dois escorpiões de verdade.
Escrito por Reynaldo às 00h32
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A palavra não dita que mais tem sentido no livro...
Falar da literatura de Khaled Housseini para mim é sempre muito prazeroso. Quem leu “O caçador de Pipas” sabe que o cara é bom pacas. Escrevi sobre este livro aqui no blog e, modéstia a parte, ficou bom pra caramba a beça.
Enfim, acabei de ler “A Cidade do Sol”. Trata-se de uma história de duas mulheres que sofrem o pão que o Talibã amassou e cuspiu. Não é mole não, meu irmão, ser mulher no Afeganistão, segundo a história de Housseini.
Tenho a impressão de quem lê “Pipas” fica meio anestesiado com as narrativas de violência que são descritas pelo autor em “A Cidade do sol”. Tais cenas não chocam mais tanto. Isso é muito estranho. Mal comparando seria o mesmo quando falamos da violência nas ruas do Rio de Janeiro como coisa comum para nós, cariocas da gema ou por aqueles genuinamente adotados por este povo hospitaleiro que somos. Será que depois de um impacto inicial de grande violência ficamos menos sensíveis com violência comparada? Será que se houver um novo World Trade Center ficaremos pouco surpresos e não confundiremos com cena de filme de cinema? Realmente é estranho pensar nisso... Mas voltemos ao belo livro que conta de forma sensível a história de um país que deve ter sido lindo através da trajetória de duas mulheres totalmente diferentes e que possivelmente nunca se encontrariam se não fosse os regimes comunistas e do Talibã. Não só o amor une, o sofrimento também faz isso e talvez de forma definitiva, sem fim. Foi esse fenômeno que me deixou surpreso, pois esse sofrimento fez com que essas mulheres se fizessem fortes, combatentes e desenvolvessem um amor que no último parágrafo, na última palavra não escrita pelo autor, se materialize o maior dos sentimentos da humanidade: o amor ao próximo, incondicionalmente.
Aqui faço a homenagem a palavra não escrita e viva a dedução e a inteligência. Acima de tudo viva a boa literatura que nos faz viajar a países distantes e a conhecer culturas inimagináveis e respeitáveis. Tomara que a “Cidade do Sol” traga a todos o sentimento de amor ao próximo incondicionalmente, sempre.
Escrito por Reynaldo às 20h46
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Ângela Rorô em POA, nov de 2007
http://www.youtube.com/watch?v=KS6S-BhgJ5s
Muito bommmmmmmmmmmmmm
Escrito por Reynaldo às 03h23
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2007, oh aninho conturbado

O ano está acabando e mais uma arrumação de gavetas e armários se inicia. Hábito antigo. A idade nos dá a dimensão de que nossos hábitos estão ficando repetitivos. Mas deste não abro mão. Começo a olhar para este conturbado 2007 com certa admiração, De fato este ano não foi exatamente igual a nenhum ano que já se passou nos meus 40 anos de existência.
Logo no início uma super conquista: meu retorno definitivo ao Rio de Janeiro com a minha contratação pela Universidade Veiga de Almeida, casa que amo trabalhar. Novos desafios. Como fiquei feliz naquele dia 10 de janeiro quando me informaram que havia passado na seleção e que começaria no dia 15 de janeiro as minhas atividades lá. Nossa quanta coisa boa aconteceu naqueles primeiros trinta dias deste ano. Dia 5 de fevereiro fui a Itaperuna oficializar meu desligamento daquela amada instituição e fui festejado por todos os meus amigos de lá. Neste mesmo dia começavam perdas que eu nem tinha idéia que já tinha perdido há meses. No final dessa mesma semana sentimentos de dor, perdas, choros... A princípio pensei que o preço da minha felicidade em retornar ao Rio, cidade amada, tinha sido alto demais pra mim. Não dava pra perceber naquela época a dimensão das coisas que estavam acontecendo na minha vida. Tudo deu um nó louco. Muitos dissabores começaram a aparecer e a única coisa que ficou de pé foi o meu trabalho, graças aos deuses. Mas o mais doloroso estava por vir e veio em meados de abril com partida definitiva da minha segunda mãe, D. Aparecida. Isso foi uma porrada para todos nós. Depois disso, sei lá, as coisas foram se equilibrando, às vezes pra baixo, às vezes pra cima, mas caminhando. Tomei decisões e posições. Corri riscos e não me arrependo com o resultado final. Amigos me aconselharam para arrancar a pele e eu fiz. Depois de tê-la arrancado nem sal grosso me deram para cicatrizar e descobri que sei fazer isso sozinho e faço super bem feito. Não guardo mágoas disso. Todos somos humanos e pimenta no dos outros é mole. O que está com a pimenta que se vire com a dor ou relaxa e goza, seguindo os conselhos turísticos sexuais da nossa ministra do turismo.
Descobri pessoa linda, redescobri outra. Hoje tenho certeza que só posso contar de verdade com duas pessoas que amo. Só elas podem tudo comigo. Só elas. As outras são amigos e amigas e o conceito disso mudou pacas, vocês não têm idéia.
Hoje sei quem sou com propriedade. Dane-se se sou minoria, se sou singular, se sou professor, se sou aluno, se sou o que querem ver que sou mesmo não sendo nem de perto aquilo que imaginam. Não estou mais julgando ninguém e também não estou com paciência para deduções de gente pequena que me julga. Meninas, ás vezes o que vocês vêem é simplesmente o que é visto, nada mais do que isso. Cresçam! E eu não devo satisfação para ninguém. Isso é maturidade e autonomia, o que falta para a maioria das pessoas que me circulam, às vezes..
Espero por 2008 com calma, respirando fundo, afinando o meu mundo com sossego. Mas esse não é a arrumação e o balanço final. Ainda faltam menos de 30 dias para ele acabar e pode acontecer tanta coisa até lá. Afinal, estou falando de 2007 e não de qualquer ano já vivido.
Escrito por Reynaldo às 01h37
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Auto retrato - Reynaldo Lopes

Sou coragem no vendaval. O medo foi-se embora... Sou cascata de emoção, Recrio-me a toda hora.
Não tenho mais possessão. Sou sorriso a todo instante. Errar não me medra não. Sou canção embriagante. Sou uma via de duas mãos.
Tive medos por muito tempo. Medos da minha escuridão. Hoje vejo que sou clarão Até na madrugada em sua imensidão.
Sou de tudo, um pouco. Sou nada! Sou em cada dia, diferente.
Quero ser a pessoa amada Que ama uma porção de gente. E que venham todos em fila desalinhada Pois meu coração está aqui presente. Ardente, sorridente e apaixonado, Por um amor de uma só gente.
Quem vê através de mim algo, Vê uma semente. Que não mente em sua essência E que cresce firmemente Nos jardins que me guardo.
Esse sou eu. Esse é Reynaldo
Escrito por Reynaldo às 11h31
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"Elizabethetoown": não é somente lá que tudo acontece - Reynaldo Lopes
(Foto roubada do perfil do Rodrigo Machado, no orkut)
A máxima desse filme é: “Senão fosse isso, seria outra coisa” Eu não me canso de ver esse filme.
Quem não se emociona com filmes, livros, revistas, fotos, quadros, enfim: com a vida? Eu me emociono!
São tantas as formas de expressão que existem que não há como mesclá-las com eficiência absoluta e nem como determinar a que mais se aproxima da plenitude expressiva.
O cinema é uma forma de expressão singular, pois não trabalha somente com o que é dito e sim com o que é visto e escutado. Este filme me trás sempre boas lágrimas aos olhos. Não é nenhum clássico da literatura mundial, muito pelo contrário, pois trata de questões cotidianas como sucessos, fracassos, vida e morte. Mais vida, diga-se de passagem. Vida transformadora, questionadora, definitiva e abstrata. Vida, vida, vida....
A emoção da trajetória deste filme está em pequenos detalhes como a trilha sonora, as imagens da viagem, a forma estranha dos americanos em tornar solene o rito de passagem que a morte nos é imposta definitivamente em algum momento de nossa vida.
A paixão é o combustível da trajetória também. A paixão é o combustível da vida, do movimento.
Eu confesso: eu choro, eu rio muito, eu minto, eu prezo pela verdade a cada dia que passa (a verdade está sendo um exercício cotidiano nesses últimos meses para mim), eu tenho raiva, eu tenho medo que estão sendo diariamente diluídos e transformados em atos seguros, passos certeiros, eu faço xixi, eu faço cocô, eu suo, eu tremo, eu gosto de música, eu gosto de livros bem escritos, eu gosto de escrever coisas que são boas, ruins, medíocres,mas são minhas coisas . Eu gosto de gente, mesmo aquelas que mentem, que se omitem, que esperneiam, que se matam. Eu gosto de gente, definitivamente!
Parti nesta semana para uma nova trajetória e com trilha sonora e mapas especiais, como no filme. Não estou viajando pelo país como no filme o personagem faz, até porque se estivesse fazendo isso aqui no Brasil, estaria me suicidando nessas estradas assassinas. Eu não quero morrer agora! Agora não mesmo! Minha viagem é mais íntima, mais minha e nela sigo sozinho, mas muito bem acompanhado por mim mesmo. Portas abertas, janelas escancaradas e sorriso grande e largo nos lábios. Viagem sem medo, enfim. Plagiando o filme em seu título em Português; Tudo acontece em Reynaldotown agora. Vivo esse novo caminho!
Frase do filme que é um mantra e é inesquecível:
“Você tem cinco minutos para mergulhar na tristeza absoluta. Aproveite e desfrute dela. No minuto seguinte, descarte-a e siga em frente.”
Escrito por Reynaldo às 10h23
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, CENTRO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Fotografia MSN - reynaldo_g_lopes@msn.com
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